é pique, é pique 🎂
e o nosso maior presente é você!
falhar é conhecer o caminho.
nessa estrada da vida, a gente trupica e cai muitas vezes. olhar pro erro como um aprendizado é cair em novos buracos que, às vezes, revelam outros caminhos.
por isso, não pode parar.
pode entrar, vulnerabilidade
“descascou o medo pra caber coragem”, foi a primeira coisa que pensei quando fui impactada pela nova campanha da Nike.
associada há 04 décadas com o slogan “Just do it”, a marca revisitou o passado e se adequou ao presente com “Why do it?”. com maturidade, se transformou sem perder a essência e, de quebra, se conectou com a nova geração, assim como fez com a anterior.
mas isso não foi por acaso.
o filme promocional narrado por Tyler, The Creator, estrela grandes nomes do esporte no outro lado do game: do medo, da insegurança, da pressão e da vontade de desistir. se você é um jovem adulto que não sente tudo isso diariamente em 2025… que bom para você, sabe? 😑
o vídeo todo cutuca o pensamento que nos trava: o medo de falhar sem nem ao menos tentar.
“por que fazer isso?
você pode dar tudo e ainda assim perder.
mas… e se isso não acontecer?”
questiona o “porquê” para indagar o “faça”, se comunicando perfeitamente com as gerações mais inseguras.
em tempos de desumanização de figuras públicas e superficialidade nas redes sociais, a campanha acerta em cheio quando mostra que, assim como nós, meros mortais, atletas de grande nível também são totozinho das ideias. a diferença é que eles agem... e a gente? fica preso nos pensamentos mesmo. 😅
mais do que reapresentar e re-encantar é lembrar que tá tudo bem.
tá tudo bem sentir medo.
tá tudo bem sentir insegurança.
tá tudo bem sentir que não dá conta.
contanto que você vá e faça.
Nike aposta as fichas quando mostra que não é só sobre comprar um tênis bonito, é sobre estilo de vida e o que nos move verdadeiramente, mesmo querendo fugir.
antes de virar o nariz para “Just do it”, se pergunte “Why do it?”.
estamos ficando sem ideias?
entre as propagandas desse mês, muitas foram de voltar com coisas antigas: Sorriso e o comeback da Kolynos, Adidas do Bob Esponja, um whisky no formato de joystick… parece que o déjà-vu virou briefing. 😵
o marketing de nostalgia continua firme como atalho emocional. funciona porque mexe com lembranças, cria proximidade imediata e quase sempre arranca um sorriso cúmplice.
mas quando o recurso vira regra, a sensação que fica é a de que estamos colecionando reprises em vez de novas ideias.
a cultura pop também surfa nessa onda: filmes sobre grandes nomes (como o de Ney Matogrosso) ou turnês de despedida que nunca terminam. tudo embalado em um looping que vende bem, mas raramente surpreende.
só que não existem gênios. o Ney, por exemplo, não inventou a maquiagem ou o jeito performático dele. ele reinventou a partir de influências, que não são citadas no filme rs. 😅
e a propaganda não foge disso. cada campanha que a gente vê hoje carrega um pedacinho do que já foi feito antes: um gesto, um jingle, uma estética reciclada.
📝 Canclini (1990) usa o termo hibridismo cultural para explicar como a América Latina não copia simplesmente o Ocidente, mas mistura referências locais e globais para criar algo novo. é nesse cruzamento, entre tradição e modernidade, que surgem práticas, símbolos e linguagens reinventadas, mostrando que a cultura se constrói sempre a partir de mesclas.
e quando não se reinventa nada e só traz de volta o que passou?
talvez não seja uma crise de ideias, mas de coragem. reciclar memórias parece ser mais fácil do que uma tendência. o difícil é criar algo que daqui a 20 anos alguém vai querer trazer de volta.
no fim das contas, a pergunta que fica é: quem vai se arriscar a inventar o próximo clássico? 👀
mais café do que sorte.
viva os 7 anos da paper!
crescer é punk, mas a gente cresceu. nos últimos anos, a paper manteve um ritmo médio de 40% de crescimento, chegando a 41% só do ano passado pra cá. hoje somos 14 pessoas (e com uma vaguinha aberta em atendimento, inclusive: mandem CVs 👀).
nessa trajetória, já cruzamos fronteiras e rodamos projetos em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Canadá. nosso portifólio de clientes vai de startups a multinacionais, em setores como tecnologia, alimentação, indústria, educação e saúde. também já fomos reconhecidos nas principais premiações do interior paulista - APP Sorocaba, FestGraf, FestDigital e Recall.
nosso portfólio é aquele clássico mix tape: tem criação de novos produtos, como a Galaxy of Dreams da Burgman, campanhas integradas premiadas como Brilho Natural da Pratna, projetos de branding que colocaram novas marcas no mapa, como a Kotiê, e até rebranding de nomes tradicionais, como a Padaria Santa Rosália.
e tudo isso só funciona porque a paper tem um jeito muito próprio de trabalhar. Paulo Pivetta resume bem:
“crescemos de forma consistente, consolidando a paper como parceira estratégica para empresas que valorizam planejamento e criatividade, sem abrir mão da agilidade, leveza e cuidado que nos trouxeram até aqui.”
e o futuro? spoiler alert: a gente acredita que a comunicação vai se apoiar cada vez mais em inteligência artificial para texto, foto e vídeo, mas também em experiências que unam o digital ao presencial.
sete anos de paper não foram só café, mas convenhamos: ajudou muito.
~quebra-gelo no almoço presencial~
esses dias, num papo de possível date (rs), veio aquela pergunta climão: “o que você faz da vida?”. na hora respondi com a profissão, mas fiquei pensando… eu sou só isso mesmo?
a gente tem essa mania baixo astral de resumir a vida ao trabalho, quando na verdade fazemos tanta coisa além: ir a festivais, cozinhar, fazer trilha, dissociar da realidade, buscar uma pizza inteira onde só há migalhas...
então fica a pergunta pra você fritar a mente 😚👉 o que você faz da vida, além do seu trabalho?
boa sorte e até daqui a pouquinho! 😎









